Impactos do Celular na Saúde e no Meio Ambiente

Impactos na Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem continuamente divulgando boletins e recomendações com a transmissão e uso de celulares; que vem crescendo numa projeção geométrica nos últimos anos. A falta de. estudos. relacionados. com. os. possíveis. problemas decorrentes da exposição às radiações eletromagnéticas provenientes de celulares e a existência de ações nos EUA onde pessoas ganharam na justiça indenizações devido a doenças direta ou indiretamente ligadas ao uso prolongado de celulares, vem causando uma mudança nos procedimentos de instalação de estações radio-base (onde ficam as antenas transmissoras) e a exigência da etiquetagem dos aparelhos, isto é, o fabricante fica obrigado a informar a radiação emitida pelos celulares.

A quantidade de radiação emitida pela estação de transmissão pode chegar a 100 W dependendo da distância. Para evitar danos a saúde, recomenda-se a distância mínima de 200 metros entre a antena e as áreas habitadas. O usuário de celular deve estar no máximo a oito quilômetros da antena para estabelecer uma comunicação ideal. A radiação eletromagnética (não-ionizantes) emitida pelos aparelhos celulares varia de 0,2 a 0,6 W, uma quantidade suficiente para aquecer a região do corpo próxima ao celular em 1 grau Celsius. A banda de freqüência utilizada em celulares está na faixa entre 800 GHz e 1800 GHz.

 A OMS está coordenando estudos em diversos países para estabelecer a possível relação entre os sinais de radio-frequência (RF) emitidos pelos aparelhos e o aparecimento de tumores no cérebro. Esses sinais conseguem penetrar até um centímetro no tecido humano provocando aumento na temperatura devido à passagem de corrente elétrica na área de atuação do campo eletromagnético durante a transmissão. A corrente elétrica quando passa pelo corpo pode danificar células e músculos.

No Brasil as Normas de Segurança no Trabalho tratam das radiações não ionizantes no anexo 7 da NR-15 das Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho instituídas pela Portaria 3.214 de 8 de junho de 1978. As radiações não ionizantes, dependendo da faixa de freqüência, tempo de exposição e intensidade, são consideradas como agente insalubre para efeito de atividade ocupacional.

Impactos no Meio Ambiente  

Além de não sabermos o impacto do excesso de ondas de radio-frequência nos seres vivos, as baterias dos celulares são um grande problema para o meio ambiente porque possuem metais pesados como mercúrio, cádmio e chumbo que são altamente tóxicos e atacando o sistema nervoso dos seres vivos. No Brasil o CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - vem obrigando através de Resoluções (257/99) a coleta obrigatória de baterias realizadas por fabricantes e importadores. Na prática a Resolução 257/99 abrange as baterias de celulares, de carros, industrias e pilhas como as usadas em aparelhos elétricos/eletrônicos. Os consumidores deverão entrega-las as redes autorizadas para a sua devolução aos fabricantes. Estes se encarregam do tratamento final do resíduo através de reciclagem, aterros ou incinerações.

 O CONAMA pretende através desse procedimento compulsório evitar a contaminação do solo e lençóis freáticos, pois as pilhas e baterias, com o tempo, perdem o invólucro protetor e liberam o seu conteúdo no ambiente.

Fonte: Jornal do Brasil 23/07/00

 

Eng. Marcos Vedovello

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